Após a passagem do ciclone tropical intenso Gezani pela província de Inhambane, no sul de Moçambique, 17 mil clientes continuam sem electricidade, num total de 132 mil afectados. Foram acionados geradores de emergência.
“O ciclone Gezani afetou 132.000 clientes. Os trabalhos das equipas técnicas permitiram religar, até ao momento, 115.000. Estão ainda desprovidas de corrente elétrica 17.000 consumidores”, informou a Eletricidade de Moçambique (EDM) num comunicado.
O ciclone atingiu a província na noite de sexta-feira (13.02), derrubando 61 postes de energia, 32 dos quais já foram repostos, faltando ainda 29, indica a EDM, referindo que equipas técnicas estão no terreno para garantir o restabelecimento da corrente “o mais breve possível”.
A eletricidade foi já restabelecida nas cidades de Inhambane e Maxixe e nos distritos de Homoíne, Morrumbene, Massinga e Funhalouro, aponta a empresa no documento. Segundo a EDM, foram acionados geradores de emergência para garantir serviços essenciais às áreas afetadas, além de ter sido ativado o comité de emergência da empresa para gestão e assistência ao período pós-ciclone.
A estatal moçambicana pede a tomada de medidas de prevenção, alertando que durante o período de corte de energia, todas as instalações devem ser consideradas como estando permanentemente em tensão.
Quatro mortos e 500 afetados
Segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), a passagem do ciclone tropical intenso Gezani pela província de Inhambane causou pelo menos quatro mortos e dois feridos e afetou cerca de 500 pessoas.
O ciclone destruiu parcial e totalmente um total de 1.262 casas e afetou 738 alunos, 217 salas de aula, 27 professores, 100 escolas e 17 blocos administrativos de educação, além de oito unidades de saúde e dois sistemas de abastecimentos de água.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) moçambicano anunciou, no sábado (14.02), que o ciclone Gezani já não constitui perigo para o país. Todos os 16 centros de acomodação abertos na província já foram encerrados, tendo albergado 809 pessoas.
Moçambique ainda está a recuperar das cheias de janeiro, que provocaram pelo menos 27 mortos e afetaram quase 725 mil pessoas.
“Comportamento exemplar” da população
No domingo (15.02), o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, destacou o “comportamento exemplar” das populações, seguindo as recomendações das autoridades, na gestão do ciclone tropical Gezani, o que permitiu minimizar os danos que o fenómeno causaria.
“A destacar na gestão deste desastre, sobretudo antes da sua ocorrência, o comportamento exemplar das nossas populações. Quero mais uma vez agradecer ao povo moçambicano que se retirou das zonas de risco e também reforçou as suas infraestruturas para não estarem vulneráveis aos ventos fortes deste ciclone”, disse Chapo em Adis Abeba, onde participou na cimeira da União Africana (UA).
Pelo menos 40 pessoas morreram em Madagáscar durante a passagem do Gezani, que atingiu com força na terça-feira à noite a segunda maior cidade do país, Toamasina, segundo o balanço das autoridades locais.
Fonte: DW Moçambique

