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| Banimento precoce de mini-buses propiciou o caos |
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| Quinta, 29 Julho 2010 08:50 |
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– diz a FEMATRO, na voz do vice-presidente, Luís Munguambe Maputo (Canalmoz) – A Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) diz que não tem legitimidade para travar o transporte de passageiros em carinhas de caixa aberta, um fenómeno proporcionado pela crise que abala o sector. Acarreta muitos riscos, mas a falta de transporte a isso obriga. O vice-presidente da FEMATRO, Luís Munguambe, em entrevista ao Canalmoz-Diário Digital e Canal de Moçambique-Semanário na vila da Manhiça, disse que o que se assiste nos últimos dias, em diferentes paragens das cidades de Maputo e Matola, é resultado do banimento de viaturas de 15 lugares, os TOYOTA’s HIACE, vulgo mini-buses, sem a respectiva substituição gradual pelas viaturas de maior capacidade. “Se não tivermos memória fraca, eu mesmo disse várias vezes que administrativamente não há condições para acordarmos e dizermos que hoje param os carros de 15 lugares”, lembra Munguambe e acrescenta: “a medida não devia ser matar os carros de 15 lugares, mas, sim, transportar as pessoas com maior conforto, metendo os carros de maior capacidade. A morte dos mini-buses deve ser um processo gradual à medida que os carros de maior capacidade vão ganhando espaço. Os próprios operadores sentir-se-iam obrigados a melhorar as formas de transportar passageiros. Estes sabem o que querem e são exigentes”. Segundo Luís Munguambe, “não é a primeira vez na história do país que as carrinhas de caixa aberta transportam pessoas, mas os contextos são diferentes”. “Já houve isso e sumiram lentamente quando os mini-buses começaram a operar”. “Por isso, dada a falta de tais autocarros de maior capacidade para apetrechar as rotas, as carrinhas de caixa aberta voltam a entrar no mercado. “Os mini-buses deviam ter uma morte lenta e gradual para evitar que as pessoas viajam nas condições em que temos visto”, critica Luís Munguambe. O nosso interlocutor mostrou-se também preocupado com a questão das terminais para os transportadores. Disse que importar carros sem terminais próprias pode gerar um outro conflito. “É preciso que as pessoas tenham onde embarcar e desembarcar com segurança”. Enquanto isso, os Transportadores Rodoviários de Maputo (TROMAP) dizem que a fiscalização do sector dos transportes era um assunto sob sua alçada, mas desde que o Município decidiu assumir esse papel, cabe-lhe “assistir, de longe, impávidos e serenos aos desmandos na via pública”.
Fonte: canalmoz |
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